Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
RHC 230.487
- Julgado em 17/06/2026 · publicado em 22/06/2026
- Órgão julgador: QUINTA TURMA
- Relator: REYNALDO SOARES DA FONSECA
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Ementa
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS.
PRELIMINARES REJEITADAS. DECISÃO MONOCRÁTICA. COLEGIALIDADE.
INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DE DEFESA. PRISÃO PREVENTIVA.
DESCUMPRIMENTO REITERADO - POR 5 ANOS - DA MEDIDA CAUTELAR DE
COMPARECIMENTO BIMESTRAL. GRAVIDADE CONCRETA DA IMPUTAÇÃO -
HOMICÍDIO QUALIFICADO DE TRÊS VÍTIMAS. LEGALIDADE. ADEQUAÇÃO AOS
ARTIGOS 312 E 282 CPP. MEDIDAS CAUTELARES. INSUFICIÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A prerrogativa de decisão monocrática pelo relator, quando em
conformidade com a jurisprudência dominante, não ofende a
colegialidade, porquanto sujeita ao controle do órgão colegiado
mediante agravo regimental. Incidência do art. 932, III, do CPC, dos
arts. 34, XVIII, a e b, e 255, § 4º, I, do RISTJ, e do enunciado n.
568 da Súmula do STJ.
2. Não se configura cerceamento de defesa pela ausência de
sustentação oral no julgamento monocrático, por ser assegurada a
revisão colegiada por meio do agravo regimental.
3. A prisão preventiva foi mantida nas instâncias ordinárias com
fundamentação concreta, diante do descumprimento reiterado, por
aproximadamente cinco anos, da medida cautelar de comparecimento
bimestral em juízo, circunstância que, por si, autoriza a custódia
cautelar e revela a inadequação de medidas alternativas, nos termos
dos arts. 312, parágrafo único, e 282, § 4º, do CPP.
4. A gravidade concreta da imputação - homicídio qualificado de três
vítimas, incluindo duas crianças, supostamente praticado sob
influência de álcool - reforça a necessidade da prisão para garantia
da ordem pública.
5. Agravo regimental não provido.
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