Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
HC 1.051.679
- Julgado em 11/03/2026 · publicado em 17/03/2026
- Órgão julgador: SEXTA TURMA
- Relator: SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
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Ementa
HABEAS CORPUS. ROUBO. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO POR VÍCIO NO
RECONHECIMENTO E FRAGILIDADE PROBATÓRIA. CONDENAÇÃO FIRMADA EM
PROVAS ROBUSTAS DA AUTORIA. REGIME INICIAL FECHADO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO.
1. Pelo que se extrai dos autos, as vítimas
descreveram, logo após o crime, as características físicas e
vestimentas do roubador e da moça que o acompanhava, tendo os
policiais logrado prendê-lo em flagrante, a partir das descrições
feitas. Na sequência, foram reconhecidos pessoalmente pelos
ofendidos em solo policial.
2. O fato de a res furtivae não ser
encontrada em poder do assaltante não exclui automaticamente a
responsabilidade pela prática criminosa se presentes provas de
autoria suficientes, como no caso em concreto.
3. Demonstrada
fundamentadamente pelas instâncias a quo a autoria delitiva, rever
tal conclusão reclamaria ampla incursão no acervo fático-probatório,
inviável nesta via.
4. Quanto ao regime inicial fixado, verifico que
foi devidamente fundamentada, no acórdão atacado, a sua manutenção,
dado o quantum de pena aplicado e a reincidência do paciente.
5.
Ordem denegada.
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