Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
EDcl no AREsp 3.061.784
- Julgado em 01/06/2026 · publicado em 09/06/2026
- Órgão julgador: TERCEIRA TURMA
- Relator: MOURA RIBEIRO
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Ementa
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. FAMÍLIA. AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO
ESTÁVEL. ARTS. 1.022 E 489, § 1º, DO CPC. ALEGAÇÃO DE CONTRADIÇÃO E
OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. INEXISTÊNCIA. PRONUNCIAMENTO ACERCA
DE TODAS AS QUESTÕES SUSCITADAS. PRETENSÃO DE EFEITOS INFRINGENTES.
IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS REJEITADOS.
1. Embargos de declaração contra acórdão que, em agravo em recurso
especial, afastou negativa de prestação jurisdicional e manteve
conclusão sobre a partilha de bens, indicando a incidência da Súmula
7/STJ.
2. O objetivo recursal é saber se há (i) omissão e contradição sobre
a tese de inaplicabilidade da Súmula 7/STJ; e (ii) violação do art.
489, § 1º, do CPC, por suposta falta de enfrentamento de tese ou
uso de jurisprudência inexistente.
3. Não se verifica vício sanável por embargos. A decisão enfrentou
integralmente as teses, explicitou a razão de aplicar a Súmula 7 do
STJ e não contém contradição interna entre fundamentação e
conclusão, nem omissão quanto a pontos capazes de infirmar o
julgado, nos termos dos arts. 1.022 e 489, § 1º, do CPC.
4. Embargos de declaração não são adequados para rediscussão do
mérito nem para obtenção de efeitos infringentes quando ausentes os
vícios legais.
5. Embargos de declaração rejeitados.
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