Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
AREsp 3.108.312
- Julgado em 18/05/2026 · publicado em 21/05/2026
- Órgão julgador: TERCEIRA TURMA
- Relator: RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
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Ementa
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS.
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE NECESSIDADE DE SUSPENSÃO DO
FEITO EM RAZÃO DO TEMA 1290 DO STF. MATÉRIA NÃO DISCUTIDA NO ACÓRDÃO
RECORRIDO. INAPLICABILIDADE. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. SÚMULA Nº 297/STJ. INVERSÃO
DO ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA AFETA ÀS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REEXAME
FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO
DEMONSTRADA.
1. Não se aplica a suspensão processual decorrente do Tema nº 1290
do STF quando a matéria nele discutida não foi objeto do acórdão
recorrido nem da controvérsia estabelecida no processo.
2. A jurisprudência consolidada do STJ estabelece que o Código de
Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras,
conforme enunciado da Súmula nº 297/STJ.
3. A inversão do ônus da prova constitui faculdade do magistrado,
condicionada à verossimilhança das alegações ou à hipossuficiência
do consumidor, conforme art. 6º, VIII, do CDC, sendo vedado o
reexame de tais circunstâncias em recurso especial, nos termos da
Súmula nº 7/STJ.
4. Pela alínea "c" do permissivo constitucional, o dissídio
jurisprudencial deve ser demonstrado na forma exigida pelos artigos
1.029, § 1º, do Código de Processo Civil e 255, § 1º, do Regimento
Interno do Superior Tribunal de Justiça.
5. Agravo em recurso especial conhecido para conhecer parcialmente
do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
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