Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
AgRg no RHC 233.240
- Julgado em 12/08/2026 · publicado em 17/08/2026
- Órgão julgador: QUINTA TURMA
- Relator: MESSOD AZULAY NETO
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Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. PRISÃO PREVENTIVA.
TRÁFICO DE DROGAS E PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO.
FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. RECURSO
DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão que negou
provimento a recurso ordinário em habeas corpus, no qual se buscava
a revogação da prisão preventiva.
2. Fato relevante. Prisão preventiva decretada pela suposta prática
dos crimes previstos no art. 33 da Lei nº 11.343/2006 e no art. 16
da Lei nº 10.826/2003. A defesa sustenta constrangimento ilegal por
ausência de fundamentação idônea e pleiteia aplicação de medidas
cautelares diversas da prisão.
3. As decisões anteriores. Ordem de habeas corpus denegada pelo
Tribunal de Justiça de origem; decisão monocrática posterior manteve
a custódia cautelar ao negar provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. Há duas questões em discussão: (i) saber se a prisão preventiva
está devidamente fundamentada em dados concretos dos autos,
reveladores de gravidade concreta da conduta e risco de reiteração
delitiva; e (ii) saber se condições pessoais favoráveis e a
aplicação de medidas cautelares diversas são suficientes para
substituir a custódia cautelar.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. O agravo regimental não apresenta argumentos novos aptos a
infirmar os fundamentos da decisão agravada, o que autoriza sua
manutenção pelos próprios e jurídicos fundamentos.
6. A prisão preventiva está lastreada em elementos concretos:
apreensão de 38,10 g de maconha, 45,90 g de crack e 21 munições
intactas de calibres 9mm e .40, além de registros de atos
infracionais análogos ao tráfico e de auto de prisão em flagrante
posterior na maioridade, evidenciando gravidade concreta e risco de
reiteração delitiva, justificando a segregação para garantia da
ordem pública.
7. Condições pessoais favoráveis não têm, por si, o condão de
afastar a prisão preventiva quando presentes elementos que
recomendam a custódia cautelar; medidas cautelares diversas
mostram-se inadequadas e insuficientes diante do risco concreto
identificado.
IV. DISPOSITIVO
8. Resultado do Julgamento: Recurso desprovido.
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