Acórdão · Superior Tribunal de Justiça

AgRg no HC 1.101.217

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Ementa

DIREITO PENAL. EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO AO REGIME ABERTO. REQUISITO SUBJETIVO. EXAME CRIMINOLÓGICO DESFAVORÁVEL. ASPECTOS NEGATIVOS CONCRETOS. ATESTADO DE BOA CONDUTA CARCERÁRIA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu liminarmente habeas corpus, no qual se pleiteia a progressão ao regime aberto. O agravante sustenta que o indeferimento do benefício se fundamentou em elementos genéricos, consistentes na gravidade abstrata do delito, no quantum de pena remanescente e na ausência de confissão, destacando o bom comportamento carcerário, aspectos positivos do exame criminológico e o direito constitucional de não produzir prova contra si. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em definir se o indeferimento da progressão ao regime aberto encontra fundamentação idônea quando amparado em aspectos concretamente desfavoráveis do exame criminológico, ainda que o apenado possua atestado de boa conduta carcerária e alegue exercício do direito ao silêncio e à não autoincriminação. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O exame criminológico evidencia aspectos concretos desfavoráveis ao preenchimento do requisito subjetivo, ao apontar padrão de evasão de responsabilidade e utilização de estratégias cognitivas disfuncionais, elementos que justificam o indeferimento da progressão. 4. O magistrado não está vinculado à conclusão do exame criminológico, podendo fundamentar sua decisão nos aspectos técnicos negativos constantes do laudo para aferição do requisito subjetivo. 5. O habeas corpus não constitui via adequada para reexaminar as premissas fáticas e o conteúdo probatório que embasaram a conclusão das instâncias ordinárias acerca da ausência do requisito subjetivo. IV. Agravo regimental desprovido.

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