Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
AgRg no AREsp 3.216.334
- Julgado em 04/08/2026 · publicado em 14/08/2026
- Órgão julgador: SEXTA TURMA
- Relator: SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
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Ementa
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. PROCESSO
PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 240, 244 E 286, II,
CPP. NULIDADE. PROVAS ILÍCITAS. TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE
ENVENENADA. BUSCA PESSOAL. FUNDADAS RAZÕES. INVESTIGAÇÃO POLICIAL
PRÉVIA, CAMPANA E ENTRADA E SAÍDA DA MATA COM PACOTE NA MÃO.
DESCLASSIFICAÇÃO PARA O ART. 28 DA LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE
APREENDIDA. ACONDICIONAMENTO EM PEDRA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME
FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. No que se refere à alegada ilicitude da busca pessoal, o acórdão
recorrido reconhece a existência de fundada suspeita, decorrente de
denúncia anônima corroborada por diligências, campana policial,
visualização de conduta típica em local conhecido pela traficância,
despojamento da droga no momento da abordagem e posterior
localização de entorpecente em residência, mantendo a legalidade da
revista à luz do art. 244 do Código de Processo Penal, em
conformidade com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça
(RHC n. 158.580/BA, AgRg no AREsp n. 2.753.017/DF e AgRg no RHC n.
205.568/DF).
2. A desclassificação da conduta para o art. 28 da Lei n.
11.343/2006 é inviável, porque a Corte local assentou a
materialidade e a autoria do crime de tráfico com base em prova
judicializada, destacando a quantidade de droga apreendida e seu
acondicionamento em "pedra", circunstâncias que mantêm a tipificação
no art. 33 da Lei n. 11.343/2006, sendo vedado o reexame do
conjunto fático-probatório na via especial, nos termos da Súmula 7
do Superior Tribunal de Justiça, conforme precedentes (AgRg no AREsp
n. 3.160.103/BA).
3. Agravo regimental improvido.
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