Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
AgInt no REsp 2.269.607
- Julgado em 19/08/2026 · publicado em 24/08/2026
- Órgão julgador: SEGUNDA TURMA
- Relator: FRANCISCO FALCÃO
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Ementa
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENUNCIADO DA SÚMULA N. 7
DO STJ. DECADÊNCIA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA
DECISÃO RECORRIDA.
I - Na origem, trata-se de mandado de segurança objetivando a
anulação de processo administrativo. Na sentença foi denegada a
segurança. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida.
II - Inicialmente, a orientação jurisprudencial desta Corte Superior
é pacífica no sentido que não é cabível recurso especial fundado na
ofensa a enunciado de súmula dos tribunais, inclusive em se
tratando de súmulas vinculantes. Assim, incide o óbice da Súmula n.
518 do STJ: "Para fins do art. 105, III, 'a', da Constituição
Federal, não é cabível recurso especial fundado em alegada violação
de enunciado de súmula". Nesse sentido: AgInt no REsp n.
2.260.734/BA, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma,
julgado em 22/4/2026, DJEN de 28/4/2026; AgInt no AREsp n.
2.895.346/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma,
julgado em 22/4/2026, DJEN de 28/4/2026; AgInt no AREsp n.
2.912.930/SP, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma,
julgado em 25/2/2026, DJEN de 3/3/2026; AgInt no AREsp n.
2.836.402/MG, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda
Turma, julgado em 25/2/2026, DJEN de 2/3/2026; e AgInt no AREsp n.
2.500.343/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma,
julgado em 27/5/2024, DJe de 4/6/2024.
III - Quanto à alegada violação do art. 282, § 6º, I e II, e § 7º,
do Código de Trânsito Brasileiro, verifica-se que o acórdão
recorrido encontra-se em consonância com a orientação
jurisprudencial desta Corte, pois "A retroatividade da norma mais
benéfica no direito administrativo sancionador não encontra previsão
legal expressa que autorize sua aplicação às condutas pretéritas,
sendo inaplicável o art. 106 do CTN às multas de natureza
administrativa. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça
converge no sentido da irretroatividade de lei benéfica em sede de
direito administrativo sancionador, conforme precedentes." (AgInt no
REsp n. 2.204.700/ES, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda
Turma, julgado em 18/3/2026, DJEN de 24/3/2026; AgInt no AREsp n.
2.904.408/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma,
julgado em 25/2/2026, DJEN de 3/3/2026; AgInt no AgInt no REsp n.
2.136.927/SC, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma,
julgado em 17/3/2025, DJEN de 21/3/2025.)
IV - Constata-se a impossibilidade de se deduzir de modo diverso do
aresto recorrido, porquanto, para tanto, seria necessário proceder
ao reexame do mesmo acervo fático-probatório já analisado,
providência não autorizada pela via estreita do recurso especial,
ante o óbice do enunciado da Súmula n. 7/STJ. Nesse sentido: AgInt
no AREsp n. 2.547.616/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves,
Primeira Turma, julgado em 30/9/2024, DJe de 2/10/2024; AgInt na PET
no REsp n. 2.015.387/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira
Turma, julgado em 22/4/2024, DJe de 25/4/2024.
V - Agravo interno improvido.
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