Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
REsp 2.176.284
- Julgado em 12/08/2026 · publicado em 17/08/2026
- Órgão julgador: SEGUNDA TURMA
- Relator: MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA
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Ementa
DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE
SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÃO AO PIS E A COFINS. REGIME DA
NÃO-CUMULATIVIDADE. ESSENCIALIDADE DO BEM OU SERVIÇO NO PROCESSO
PRODUTIVO DA ATIVIDADE-FIM DESEMPENHADA PELA EMPRESA. DESPESAS COM
TESTES DE COVID. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM NO SENTIDO DE
QUE SE TRATA DE CRITÉRIO FACULTATIVO E ADICIONAL DE SEGURANÇA.
IMPOSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO. INOCORRÊNCIA DE NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NECESSIDADE DE REVISÃO DE FATOS E PROVAS A
ATRAIR O ÓBICE DA SÚMULA Nº 7, STJ. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE
CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO.
1. As conclusões jurídicas às quais chegou o Tribunal Regional não
foram irrefletidas ou levianas, mas efetivamente ponderadas,
considerando a totalidade do conjunto probatório, em cotejo com as
alegações das partes, de modo que afasta-se a alegação de negativa
de prestação jurisdicional.
2. A pretensão da parte recorrente de ver reconhecido que os custos
e/ou despesas incorridos com testes de diagnóstico de Covid-19
deveriam ser considerados essenciais para fins de creditamento de
PIS e Cofins é contrária às premissas fáticas estabelecidas pelo
Tribunal a quo, considerando todas as circunstâncias tidas como
provadas e não provadas. Tal pretensão da contribuinte, portanto,
somente poderia ter sua procedência verificada mediante necessário
reexame de matéria fático-probatória, o que é vedado pela Súmula nº
7, STJ.
3. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não
provido.
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