Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
EDcl no AREsp 2.788.247
- Julgado em 12/08/2026 · publicado em 17/08/2026
- Órgão julgador: QUARTA TURMA
- Relator: JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
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Ementa
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
EM RECURSO ESPECIAL. OBSCURIDADE QUANTO AO TERMO INICIAL DOS JUROS
DE MORA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
I. CASO EM EXAME
1. Embargos de declaração opostos a acórdão que conheceu do agravo
para conhecer parcialmente do recurso especial e dar-lhe provimento,
em razão do afastamento de violação do art. 1.022 do CPC, do não
conhecimento do ponto relativo aos juros por subsistir fundamento
autônomo não impugnado com incidência, por analogia, das Súmulas n.
283 e 284 do STF, e da aplicação do art. 54 da Lei n. 8.245/1991
para incidência do índice pactuado até o efetivo pagamento.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se há obscuridade no
acórdão embargado quanto ao termo inicial dos juros de mora, diante
da tese de que, nos termos dos arts. 394 e 397 do CC, os juros
deveriam incidir desde o inadimplemento.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade,
eliminar contradição, suprir omissão ou corrigir erro material
existentes no julgado.
4. Não se verifica obscuridade, pois o acórdão embargado foi claro
ao não conhecer da pretensão relativa aos juros por subsistir
fundamento autônomo não impugnado, com aplicação, por analogia, das
Súmulas n. 283 e 284 do STF.
IV. DISPOSITIVO E TESE
5. Embargos de declaração rejeitados.
Tese de julgamento: "1. Não há obscuridade quando o acórdão
embargado explicita que não conheceu da tese sobre o termo inicial
dos juros por subsistir fundamento autônomo não impugnado, com
incidência, por analogia, das Súmulas n. 283 e 284 do STF".
Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 1.022, 1.026, § 2º; CC,
arts. 394 e 397; Lei n. 8.245/1991, art. 54.
Jurisprudência relevante citada: STF, Súmulas n. 283 e 284; STJ,
EDcl no AgRg no RE nos EDcl no AgRg nos EDcl no AREsp n.
1.571.819/RJ, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Corte
Especial, julgados em 25/8/2020.
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