Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
EDcl no AgInt nos EDcl no AREsp 3.091.578
- Julgado em 12/08/2026 · publicado em 17/08/2026
- Órgão julgador: QUARTA TURMA
- Relator: JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
Conferir no STJ
Número, data e link oficial para citar com segurança.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO
NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
I. CASO EM EXAME
1. Embargos de declaração opostos a acórdão que desproveu agravo
interno em razão da manutenção da incidência da Súmula n. 7 do STJ.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há duas questões em discussão: (i) saber se houve omissão quanto
à tese de revaloração jurídica de fatos incontroversos para afastar
a Súmula n. 7 do STJ; e (ii) saber se houve omissão quanto ao
prequestionamento dos arts. 1º, III, e 6º da Constituição Federal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade,
eliminar contradição, suprir omissão ou corrigir erro material
existentes no julgado.
4. Não há omissão sobre a revaloração jurídica, pois o acórdão
enfrentou o ponto e concluiu que a pretensão demanda revolvimento
probatório, o que atrai a incidência da Súmula n. 7 do STJ.
5. Não se reconhece omissão quanto ao prequestionamento
constitucional, pois não cabe ao STJ manifestar-se sobre matéria
constitucional, ainda que para esse fim, sob pena de usurpação da
competência do STF, conforme precedentes.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Embargos de declaração rejeitados.
Tese de julgamento: "1. Não há omissão quando o STJ analisa
devidamente a tese de revaloração jurídica de fatos incontroversos
suscitada nos embargos de declaração. 2. Inexiste omissão quanto ao
prequestionamento constitucional, por ser inviável manifestação do
STJ sobre matéria constitucional ainda que para fins de
prequestionamento".
Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 1.021, § 2º, 1.022 e
1.026, § 2º; CF, arts. 1º, III, e 6º; Lei n. 8.009/1990, art. 1º,
caput.
Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 7 e 486; STJ, EDcl
no REsp n. 1.884.483/PR, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
Terceira Turma, julgados em 26/4/2022; STJ, EDcl no AgInt no AgInt
no AREsp n. 1.736.994/GO, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti,
Quarta Turma, julgados em 11/4/2022.
Ementa e metadados do acervo TribuJus. Confira sempre no link oficial do STJ antes de citar.