Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
AREsp 3.056.411
- Julgado em 15/06/2026 · publicado em 18/06/2026
- Órgão julgador: TERCEIRA TURMA
- Relator: HUMBERTO MARTINS
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Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
RESCISÓRIA. ERRO DE FATO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. USUCAPIÃO
EXTRAORDINÁRIA. REQUISITOS. SÚMULA 7/STJ. DIVERGÊNCIA
JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE
SIMILITUDE FÁTICA.
1. Afastar o afirmado pelas instâncias ordinárias, no tocante à
existência de erro de fato, demandaria o revolvimento do conjunto
fático-probatório dos presentes autos e dos originários, providência
vedada nesta sede especial a teor da Súmula 7/STJ. Precedentes.
2. O Tribunal de origem solucionou toda a controvérsia à luz das
provas presentes nos autos, concluindo pela ausência dos requisitos
para o reconhecimento da usucapião, de sorte que a modificação das
conclusões adotadas no acórdão recorrido demandaria a análise do
conjunto fáticoprobatório dos autos, providência que esbarra no
óbice da Súmula 7 do STJ.
3. A divergência jurisprudencial não foi comprovada, conforme
estabelecido nos arts. 1.029, § 1º, do CPC e 255, § 1º, do RISTJ,
porquanto ausente o necessário cotejo analítico a demonstrar a
identidade fática e jurídica entre a hipótese dos autos e aquela
expressa no paradigma, sendo certo que a simples transcrição de
ementas e de trechos dos julgados não é suficiente para a
comprovação do dissídio.
4. "A divergência jurisprudencial com fundamento na alínea "c" do
permissivo constitucional requisita comprovação e demonstração,
esta, em qualquer caso, com a transcrição dos trechos dos acórdãos
que configurem o dissídio, mencionando-se as circunstâncias que
identifiquem ou assemelhem os casos confrontados, não se oferecendo
como bastante a simples transcrição de ementas, sem realizar o
necessário cotejo analítico a evidenciar a similitude fática entre
os casos apontados e a divergência de interpretações (arts. 1.029, §
1º, do CPC/2015 e 255, § 1º, do RISTJ)" (REsp n. 1.888.242/PR,
relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado
em 29/3/2022, DJe de 31/3/2022).
Agravo interno improvido.
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