Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
AREsp 2.671.091
- Julgado em 09/03/2026 · publicado em 16/03/2026
- Órgão julgador: QUARTA TURMA
- Relator: RAUL ARAÚJO
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Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO.
REDISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. BASE DE CÁLCULO DOS
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO DESPROVIDO.
1. O Tribunal de
origem, soberano na análise das circunstâncias fáticas da causa,
considerou que ambas as partes ficaram reciprocamente vencidas e
vencedoras, justificando a redistribuição do ônus da sucumbência e
afastando o reconhecimento de sucumbência mínima.
2. A análise da
redistribuição do ônus da sucumbência, para aferir a sucumbência
mínima ou recíproca, demanda incursão no acervo fático-probatório
dos autos, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.
3. A metodologia de
cálculo dos honorários sucumbenciais em embargos à execução julgados
parcialmente procedentes, nos termos do art. 85 do CPC, encontra
óbice na Súmula 83 do STJ, estando alinhada ao entendimento desta
Corte Superior quanto à forma de mensuração do proveito econômico em
casos de sucumbência recíproca.
4. Agravo conhecido para negar
provimento ao recurso especial.
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