Acórdão · Superior Tribunal de Justiça

AgRg no HC 1.077.678

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Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS PREVENTIVO. SALVO-CONDUTO PARA CULTIVO DE CANNABIS SATIVA PARA FINS MEDICINAIS. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA IDÔNEA E ATUALIZADA. AGRAVO DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus preventivo voltada à concessão de salvo-conduto para que a paciente possa cultivas cannabis sativa para fins medicinais. 2. Agravante sustenta o preenchimento dos requisitos para obtenção de salvo- conduto e junta novos documentos. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se é possível conceder salvo- conduto para o cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais na via estreita do habeas corpus sem comprovação documental idônea e atualizada e se a juntada de novos documentos supervenientes pode ser conhecida sem incorrer em inovação indevida e supressão de instância. III. Razões de decidir 4. A concessão excepcional de salvo-conduto para cultivo doméstico de Cannabis sativa para fins medicinais é admitida pela jurisprudência, condicionada à comprovação da necessidade terapêutica e à instrução do feito com documentação idônea e atualizada. 5. Os documentos apresentados revelam-se insuficientes para consubstanciar prova pré-constituída: são antigos, vencidos, em parte ilegíveis e inconsistentes, com divergência entre a prescrição médica e o cadastro de importação da Anvisa. 6. A via do habeas corpus não admite dilação probatória nem inovação documental; a juntada de novos documentos e supervenientes sem prévio exame pelas instâncias ordinárias caracteriza inovação incabível e supressão de instância, inviabilizando seu conhecimento. IV. Dispositivo e tese 7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.

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