Acórdão · Superior Tribunal de Justiça

AgInt no AREsp 3.203.306

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Ementa

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. GOLPE DA TROCA DE CARTÃO. COMPRAS REALIZADAS POR TERCEIROS. RESPONSABILIDADE CIVIL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ALEGADA VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. TRANSAÇÕES CONSIDERADAS ATÍPICAS PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. FALHA NO DEVER DE SEGURANÇA. PRETENSÃO DE AFASTAR A RESPONSABILIDADE DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA COM BASE NA UTILIZAÇÃO DE CARTÃO E SENHA DA CORRENTISTA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PREMISSAS FÁTICAS ESTABELECIDAS PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Não há ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022 do CPC quando o Tribunal de origem aprecia, de forma fundamentada, as questões necessárias à solução da controvérsia, ainda que em sentido contrário aos interesses da parte. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base no conjunto probatório dos autos, que as operações impugnadas destoavam significativamente do histórico de utilização do cartão e que a instituição financeira não demonstrou a adoção de mecanismos aptos a impedir ou validar previamente as transações consideradas suspeitas. 3. A alteração das conclusões alcançadas pelas instâncias ordinárias quanto à configuração de falha na prestação do serviço, à existência de culpa exclusiva da consumidora ou à incidência das excludentes previstas no art. 14, § 3º, do CDC demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, providência vedada em recurso especial, nos termos da Súmula 7/STJ. 4. Agravo interno a que se nega provimento.

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