Acórdão · Superior Tribunal de Justiça
AgInt no AREsp 3.140.629
- Julgado em 12/08/2026 · publicado em 17/08/2026
- Órgão julgador: QUARTA TURMA
- Relator: LUÍS CARLOS GAMBOGI (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJMG)
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Ementa
Direito processual civil. Agravo interno. Programa Minha Casa Minha
Vida/PAR. Legitimidade passiva da instituição financeira. Atuação
como mero agente financeiro. Óbices das Súmulas 5, 7 e 83/STJ.
Agravo desprovido.
I. Caso em exame
1. Agravo interno contra decisão monocrática que conheceu do agravo
para não conhecer do recurso especial, em demanda relativa a vícios
construtivos em imóvel vinculado ao Programa Minha Casa Minha
Vida/PAR, na qual se discute a legitimidade passiva da instituição
financeira.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber se a instituição
financeira possui legitimidade passiva para responder por vícios
construtivos em imóvel vinculado ao Programa Minha Casa Minha
Vida/PAR, à luz da natureza de sua atuação (gestora de política
pública habitacional versus mero agente financeiro).
3. Ademais, se os óbices das Súmulas 5, 7 e 83 do STJ impedem o
reexame das premissas fático-probatórias e contratuais fixadas pelo
Tribunal de origem quanto à atuação da instituição financeira e ao
vínculo com o Fundo de Arrendamento Residencial.
III. Razões de decidir
4. A jurisprudência do STJ condiciona a legitimidade passiva da
instituição financeira, em demandas relacionadas ao Programa Minha
Casa Minha Vida/PAR, à natureza de sua atuação contratual: há
legitimidade quando atua como agente executor de política
habitacional; inexiste quando atua como mero agente financeiro.
5. O acórdão estadual firmou, com base nas provas, que a instituição
financeira atuou apenas como agente financeiro, sem
responsabilidade técnica pela edificação ou escolha da construtora,
e que a adquirente não possui vínculo com o Fundo de Arrendamento
Residencial, afastando a responsabilidade por vícios construtivos.
6. A revisão das premissas fáticas e das cláusulas contratuais
estabelecidas pelo Tribunal de origem encontra óbice nas Súmulas 5 e
7 do STJ, que vedam o reexame de provas e de cláusulas em recurso
especial.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo interno desprovido.
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